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"É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante..." Nietzsche

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segunda-feira, 14 de março de 2011

FEINDFLUG - Polêmico Sim, Nazi Não!

Biografia do polêmico projeto Feindflug. A importância de conhecer antes de criticar.        Preconceito + ignorância = desgraça social.





O projeto alemão Feindflug  foi fundado entre os anos de 1995 e 1996. Os dois cabeças que criam e mandam na banda (Banane e Felix) se conheceram por acaso. Banane estava fazendo trabalhos de DJ junto com Beam, mas já tinha sua própria idéia para criações musical e Felix tinha o equipamento necessário para realizar seus desejos sonoros em forma de música industrial dançante. Assim, os primeiros passos foram dados.
Nessa época, Nico foi parte de Feindflug, mas devido a diferenças musicais Feindflug e Nico rapidamente seguiram caminhos diferentes. Por muito tempo Beam vinha tocando no Feindflug como baterista, mas devido a vários incidentes foi necessário desligá-lo da banda.
"Machtwechsel" era pra ter sido o primeiro lançamento de Felix com o inicio da participação do DJ Banane.  Após isso, foi criado o primeiro conjunto de ruídos nascendo a primeira sonoridade chamada Feindflug, e esta começou a ser tocado em alguns clubes, assim nasceu o projeto.
Mais tarde, esta musica deu nome ao projeto: Feindflug. Mas cuidado, "Feindflug" nunca foi considerada como o nome da banda, e sim,  o título de um projeto.
Isso tornaria possível interpretar diversos temas sob um nome diferente. (Pensamentos variam de Stalin até ao fanatismo religioso).
Outra curiosidade: a bandeira do projeto é escrito em letras no estilo "americana antiga", e não  “alemão antigo”, como muitos tendem a dizer insinuando ao Nazismo.
Em 1997, o primeiro CD "Feindflug"foi lançado como uma auto-produção CD-R em três edições diferentes (30+30+100).  Na primeira edição também foram inclusas mais outras duas faixas.
É claro que havia interesse das gravadoras, mas somente com a condição de algumas mudanças, tais como, nome do projeto, os títulos das músicas e assim por diante. Assim, em 1998, o maxi CD "I / St.G. 3 " foi lançado por um selo muito controverso (que até hoje não sei qual é), mas exatamente da forma como o projeto queria. Ok então!
Com relação aos aspectos musicais, é óbvio que Feindflug criou a sua própria maneira, seu próprio estilo, misturando Electro / EBM e industrial e, por conseguinte, permitiu a criação de um gênero próprio: Electro-Industrial. Esse novo termo é muitas vezes referido como referência para outros projetos. Especialmente Marita Schreck e Feindflug são considerados os fundadores desse gênero especial, porque dificilmente outras bandas ou projetos poderiam administrar tal simbiose perfeita entre estes dois gêneros. Muitos tentaram copiar, mas nenhum deles obtiveram essa qualidade.
Devido a discussões contínuas e intermináveis sobre o polemico Feindflug na cena da "musica industrial/eletrônica", foi criado o selo "Black Rain" em 1999, por “amigos”, assim passou a existir uma plataforma oficial para o trabalho do projeto Feindflug. Isso acabou possibilitando  relançamentos do primeiro álbum (ótima estratégia).
Neste período começaram a circular os rumores mais hilariantes possíveis, fofocas e mentiras sobre o conteúdo do trabalho do projeto.  Porém nenhum (fdp) dos críticos sabia qualquer coisa sobre o contreúdo de trabalho do Feindflug, ou sequer tentaram conversar com algum membro do projeto  para entender, preferiram criticar! (pra criticar sem conhecer tem um monte ...)
Mesmo assim várias semanas depois, o CD foi lançado em junho de 1999 com o título "FEINDFLUG |Vierte Version|" (É errado dizer apenas "Vierte Version"!) e este incluiu duas novas faixas.
No digipack do CD diz a seguinte frase: "cada forma de glorificação e / ou minimização da Segunda Guerra Mundial é contra o intuito do projeto. O objetivo na verdade é deixar claro que nos tempos de hoje existe uma nova guerra, e esta é tecnologica, onde o individuo é vitima milhares de vezes. E sobre estes acontecimentos, podem ser vistos por ai todos os dias..." (deu pra entender o recado).
Além deste, tem o trecho de um texto de uma revista de 1999: "Aqui nao flertamos com nada, mas o primeiro album do projeto é um ciclo sobre a ascensão, motivos, ações e queda do nazismo, entre 1933 e 1945. Com este propósito, música, samplers e fotos (figuras, símbolos) devem ser considerados absolutamente como uma temática à simbiose. Um projeto bastante semelhante foi feito por Ammer Einheit & Einstürzende Neubauten com o título "Deutsche Krieger" (Warriors Alemão ou algo do genero) - a propósito, ninguém parece se preocupar com isso! 
Durante meses, musicas como "Leitbild" e "Kahle Bedrohung" viraram hits em clubes, mas "Stukas im Visier" acabou por ser o boom final de Feindflug.
O CD Maxi "Im Visier" foi lançado em Novembro de 1999. De acordo com o tratamento temático dos lançamentos Feindflug, "Im Visier", utilizando uma brecha com o tema "avião", está oficialmente dedicado ao Professor Hugo Junkers, um dos maiores engenheiros da Alemanha, com varias patente em diferentes áreas, inclusive aeronáutica. Também foi o responsável pela criação da gigante aérea “Lufthansa”. Por engano, muita gente faz ligação entre seu nome e o armamento da força aérea alemã na II Guerra Mundial. Infelizmente poucas pessoas sabem, que ele foi um pacifista convicto de toda sua vida. Em 1933 foi desapropriado e preso pelos nazistas. Destituído de sua vida seu trabalho, ele morreu em 1935 perto de Munique.
O JU-87 (Stuka) não foi construído por ele, apenas partes de seus projetos de construção, destinado a um projeto desportivo, que foram utilizados. Não podemos esquecer as grandes conquistas e invenções deste engenheiro brilhante, especialmente no sector da aviação civil. Seu sonho era construir aviao comercial para que pessoas pudessem ir de um lado ao outro do oceano, só isso.
O título do CD "Sterbehilfe", que foi publicado em Junho de 2000, é sério e sarcástico ao mesmo tempo. Enquanto duas faixas tematicamente ligadas ao primeiro álbum, a pena de morte nos EUA é o ponto principal dentro do tema "Dying".  Antes da produção deste CD, houveram vários problemas, de diversos tipos desta vez.
A produtora holandesa do Digipak se recusou a realizar essa produção, porque a imagem do CD mostra um homem sendo executado na cadeira elétrica. Pô, que malas esses holandeses meu! Narcóticos por la pode, né?!? rs
Mesmo com a intervenção por um de seus fabricantes e parceiros, não foi possível convencer os holandeses e, finalmente, foi necessário encontrar um  produtor diferente para o Digipack. Bem, às vezes a verdade dói! (baita agulhada rsrs).
Todos esses rumores e problemas em torno do Feindflug tem mostrado que, especialmente o público do exterior lida com as coisas de uma maneira muito mais pratica, diferenciada e com mais senso. Em contraste com isto, deve-se observar que o publico na Alemanha costuma usar velhos preconceitos referindo-se a capacidade de pensar filosoficamente, e assim mostrando os piores sinais possíveis...
Então, em 3 de julho de 2002, o CD "Hirnschlacht" era para ser lançado. Mas desta vez, uma produtora de CD austríaco recusou-se a realizar a produção. Todos os boatos ruins em torno Feindflug, que foram lançados na internet, foram motivos suficientes para rapidamente a produtora agir desta forma.
Foi dito que, obviamente, todos podiam conservar o seu parecer "estranho" dentro de um meio como a música e não importa se esta opinião é uma mentira ou não. Foi considerado o Feindflug "não" ter ficado atento a todas as "milhares" de paginas da internet que discutem Feindflug de uma forma "diferente" e, principalmente uma avaliação mais objetiva de ponto de vista. (Sim, há ironia nestas frases.) Vpapultzqlparil  austriacuss do #@%$....... Sorry!...
Embora este problema tenha causado mais uma série de outros problemas, tudo foi resolvido rapidamente.
Os fãs ficaram felizes com o estritamente limitado CD [Red Edition], enquanto a edição do Digipack foi lançada três semanas depois. Bem, você se acostuma com problemas ...
O título "Hirnschlacht" personifica o processo de lidar com vários temas como criminalidade, bem como as crenças religiosas e assim por diante. Foi a primeira vez que um vídeo clip foi adicionado, qual continha partes de alguns shows do Feindflug.
A música em "Hirnschlacht" não foi tão áspera e rude como a música do primeiro álbum, mas tinha composições de alta qualidade. Novos sucessos como "Glaubenskrieg", "Kalte Unschuld" e "Kopfschuss" surgiram como musicas parcialmente modificadas e mostrou uma nova variedade musical dentro da obra de Feindflug.
Em março de 2003, o melhor relançamento do CD Maxi "I./St.G.3 [Phase2]" foi publicado pela Black Rain. A inédita "Outro" e, a "full version" de NSD de 1997  foram as faixas bonus deste álbum.
Havia mais de um ano que ja estavam pensado em lançar um vinil. E este sonho foi realizado em Agosto de 2004,  o vinil que continha entre remixes exclusivos também contava com mais uma faixa do quarto álbum ("Leitbild" de 1997) numa versão diferente.
Três anos depois de "Hirnschlacht"  "Volk und Armee ... " foi lançado em outubro de 2005, e novamente começaram alguns exageros sobre Feindflug.
 Críticos disseram que parecia uma mistura de "Hirnschlacht"e "Feindflug [4.V] ", mas foi preciso chamar a atenção para a variedade musical, bem como às questões de ritmo e som.
Algumas faixas ate chegam mesmo a ter caráter de orquestra. Novamente Feindflug conseguiu criar uma obra interessante sem perder a originalidade, e sem se repetir.
Apos uma coleta dos vídeos de 2004 em diante, Feindflug fez uma gravação de vídeos para o concerto do jubileu, em Berlim, em Outubro de 2005, o DVD Feindflug "... hinter feindlichen Linien" foi finalmente lançado em Junho de 2006.
Além de abranger tiroteios ao vivo e entrevista (com legendas em Inglês e Saxonico) o ponto alto do DVD que impressionou foi vídeo clipe de "Truppenschau".
A banda queria que o DVD fosse um agradecimento para todos os fãs, especialmente os fãs de países não europeus, e que não tiveram a chance de viver uma experiência Feinflug, ainda.
Nos últimos anos, pode-se reconhecer uma influência cada vez maior do Feindflug na cena dark-music. Inúmeras bandas, mesmo algumas já conhecidas, utilizaram samplers de sons do Feindflug, para se passarem como "inovadoras", houve caso de roubar ate a melodia completa!  (não foram divulgados nomes, eles são muito discretos!)
Virou ate moda utilizar "strings" famosas do Feindflug.
E o mais interessante, é que muitas dessas bandas eram exatamente as mesmas bandas que no passado difamaram e tentaram se desassociar do Feindflug antes. Cambada de fdp!


Feindflug não é uma banda que se apresenta ao vivo regularmente.
Devido ao trabalho, estudos, ..., cada show ao vivo tem que ser planejado com muito cuidado.
Além disso, cada músico sabe, que é completamente impossível reproduzir esse som com 100% de qualidade no palco, é necessário muito entrosamento dos membros do Feindflug, e tudo deve ser visto sempre sob diferentes óticas.
A nova linha de frente "fulminante" com Clemens, Patric, Matze, Soli e Kay, que foi introduzida em 2005, acompanha um novo conceito de performances ao vivo, foi a necessidade de mudanças.
Devido ao ambiente familiar, a turnê com Aslan Faction foi uma das coisas que o Feindflug mais gostou de todas as turnês, bem como o encontro com os argentinos das bandas Lamia e Kutna Hora em 2004 (novamente com Aslan Faction).
Primeiro de tudo, não podemos nos esquecer de dizer "um grande obrigado" a todos os organizadores que ajudaram a preparar os shows do Feindflug, agora e em épocas anteriores, embora tenha havido mais de uma vez, duras críticas, e até mesmo ameaças externas (referindo-se a outros paises).
Em cada apresentação do Feindflug existe a difícil preparação da logística de todos os equipamentos - esta é uma das razoes para haverem poucas apresentações do Feindflug.
Com um laptop é possível fazer "falsos shows" –  coisa que não ocorre conosco, os shows Feindflug significam vivenciar Feindflug, e não apenas ouvir algumas músicas!
O nome Feindflug consequentemente representa a necessidade das pessoas pensarem sobre o estado deplorável das coisas neste mundo! E este não é, naturalmente, vinculado ao fato, se você produzir música, que é dançante ou não. Isto é para vocês se questionarem ao invés de aceitar tudo que é imposto!
Tenha isso em mente: Use sua cabeça e pense nisso! (... mas parece que para muitos de nossos contemporâneos, esta frase é demais para suportar!)




DISCOGRAFIA

FEINDFLUG - CD-R / 1997





I. / St. G. 3 - MCD / 1998

FEINDFLUG |Vierte Version| - CD / 1999



Im Visier - MCD / 1999


Sterbehilfe - EP / 2000



Hirnschlacht - CD / 2002


I. / St. G. 3 [Phase 2] - MCD / 2003


Kollaboration - Vinyl / 2004


Volk und Armee - CD / 2005


Supreme Court feat. Feindflug  We'll f*** you up! - MCD / 2006



...hinter feindlichen Linien - DVD / 2006







Card com Autógrafos:

AMPHI FESTIVAL  Julho 2009 - köln - Alemanha


Obs.: por intermédio de amigos que foram neste festival.

Prof. Hugo Junkers

STUKAS IM VISIER!!!
 Capa do Album Im VISIER do Projeto Feindflug - Engenheiro, Empreendedor e Pacificador. 
Sua idéia era comercializar o transporte aéreo em massa, e cruzar o oceano voando.
Infelizmente teve seu nome e imagem associados ao nazismo. 


Hugo Junkers (3/2/1859 - 3/2/1935), um dos grandes pioneiros da aviação alemã, entrou no mundo da  aviação um pouco mais tarde do que muitos. Nascido em 1859, tinha 56 anos quando construiu seu avião inovador de uma forma que ainda voa nos dias de hoje.
Junkers era um empresário, dono de uma fábrica na cidade de Dessau, Alemanha, e era construtor de caldeiras a vapor e equipamentos de aquecimento.
Beneficiado pela expansão das oportunidades em 1913, fundou o Junkers Motor Works, em Magdeburgo, onde construiu grandes motores a diesel para a propulsão de navios. Ele também tinha uma ligação com o mundo acadêmico, por isso também foi professor em um instituto técnico, na cidade de Aachen.
A aviação começou a ser muito comentada por volta de 1910. O Conde da Alemanha Ferdinand von Zeppelin já havia construído grandes dirigíveis que estavam voando com êxito. E alguns franceses começaram a construir aviões e a obter sucesso com as "máquinas mais pesadas que o ar".
Em Aachen, no instituto técnico, Junker construiu um dos primeiros túneis de vento, que despertou a idéia de atuar neste novo campo. Durante esse ano, ele tirou uma patente para um "flying wing" (asa voadora), um tipo de avião que não tem fuselagem, apenas asas espessas. Ele tinha já nesta época, a idéia de colocar os seus motores, combustível, tripulação e carga tudo dentro deste. Com certeza ele estava muito à frente de seu tempo, cerca de 40 anos se passaram antes que Jack Northrop América construiu aviões de sucesso deste tipo.
Um colega em Aachen, o Professor Hans Reissner, também foi projetar aviões. Em 1911 Junkers ajudou a construir um, com as asas onduladas feitas de folhas de ferro.
Esta experiência estimulou Junkers a decidir que os aviões do futuro deveriam ser construídos inteiramente de metal, e seriam monoplanos.
Este fato mostrou-se verdadeiro a partir de 1935, quando a maioria dos aviões construídos foi deste tipo.
No entanto, em 1911, isso também ajudaria a dar um salto para o futuro. Os aviões daquela época eram em sua maioria biplanos, com um par de asas conectado por suportes e fios para dar uma estrutura forte e leve. Monoplanos existiam poucos, e eram bastante frágeis. A aeronave, de 1911, foi construída em estruturas de madeira e era coberta com tecidos.
Em 1915 Junkers construiu seu primeiro monoplano todo em metal, o J1. A Alemanha já lutava na I Guerra Mundial.
O alumínio, que é muito leve, estava em falta nesta época e Junkers começou a elaborar um quadro de ferro e tubos de ferro cobrindo-o com lençol. As pessoas o chamaram de “Burro Tin”, mas ele voou. Na verdade, ele superou os 100 quilômetros por hora (161 quilômetros por hora), tornando mais rápido do que qualquer um dos aviões caça de guerra.
Procurando aproveitar os talentos Junkers, funcionários do governo colocaram-no em uma parceria com Anthony Fokker, um designer holandês altamente capacitado que estava construindo aviões para a Alemanha. Este apoio do governo permitiu para Junkers garantir um fornecimento de alumínio, que ele prontamente usou para construir um novo avião, o J3.
Para demonstrar a força de suas asas, ele configurou um como se fosse uma prancha e mostrou que poderia suportar o peso de 42 homens.
Quando a guerra terminou, ele voltou sua atenção para a aviação comercial. Em 1923, após os primeiros vôos transatlânticos no primeiro avião e dirigível, ele previu que "não demoraria muito tempo para tantas pessoas atravessarem o oceano de avião, como agora o fazem por navio." Este fato aconteceu, no final da década de 1950.
Só então, no início da década de 1920, Junkers estava fazendo sua primeira importante contribuição com esse objetivo, com o monoplano totalmente metálico: o F13.
Todo de alumínio ondulado para dar maior resistência, uma característica de projeto que transita para o famoso avião trimotor de vários anos mais tarde. O F-13 foi também um avião, com capacidade para quatro passageiros. Para estimular as vendas, Junkers promoveu a formação de companhias aéreas na Alemanha e outros países, que procedeu à compra de seus aviões.
Sua maior  companhia aérea, Junkers Luftverkehr, se fundiu com um concorrente em 1926 para formar a Lufthansa, transportadora de grande porte da Alemanha. O F-13 permaneceu em produção até 1932.
Em 1928, Hugo Junkers construiu o primeiro avião que cruzou o Atlântico de leste a oeste. Outros pilotos, inclusive Charles Lindbergh, tinham voado de oeste a leste, mas tinha sido ajudado por "ventos de cauda". Voo na direção oposta, portanto, significava lutar com ventos contrários. Sobrecarregado com uma tonelada e meia extra de combustível, o avião Junkers precisava de uma pista longa para decolagem, e mal se conseguia uma clareira. Em seguida, ele teve que evitar montanhas, sua bússola se perdeu, enquanto as nuvens espessas escondiam o chão. Finalmente, depois de 36 horas no ar, seu piloto levou-a para baixo em uma ilha perto de Labrador. Ele e sua tripulação o fizeram.
A ascensão ao poder dos nazistas em 1933 trouxe a queda de Hugo Junkers. Ele mantinha as patentes que a nova ditadura queria aproveitar, ele também controlava suas fábricas em Dessau e Magdeburg e esperava continuar a construir aviões de passageiros. Em contrapartida, os nazistas queriam aviões. Ameaçando-o com a prisão, eles forçaram Junkers para dar-lhes o que queriam. Ele morreu logo depois, em 1935, aos 76 anos.
À custa de suas obras, em Dessau os nazistas começaram a construir um dos aviões mais importantes da época: o Ju 52, carinhosamente chamada de "Tia Ju".
Por um tempo, a Lufthansa não mais voou. Alguns dos Ju 52, eventualmente 4835 foram construídos, servindo não só como aviões, mas também como bombardeiros, transportes de tropas, transporte de cargas, rebocadores que puxavam planadores e ambulâncias de vôo. O Ju 52 foi construído em maior número do que qualquer outro meio de transporte europeu.
O primeiro dele foi em 1932. Eles voavam por toda a Segunda Guerra Mundial, alguns até mesmo continuaram em serviço por alguns anos após a guerra.
Nas mãos dos nazistas, a fábrica Junkers também acabou por fabricar embarcações militares. Ernst Udet, um alto funcionário da Força Aérea nazista, visitou os Estados Unidos e assistiu a uma demonstração de um bombardeiro de mergulho Curtiss Hawk. Ele viu que o avião poderia cair como bombas de alta precisão, mergulhando em direção a seus alvos. Voltando para casa, ele insistiu que a Alemanha deveria ter um bombardeiro de mergulho também. Este tomou forma como o Ju muito temido 87 "Stuka". Seu motor uivava com um barulho terrível durante um mergulho, e Udet os tornou ainda mais assustadores através da instalação de sirenes. Lutando ao lado de tanques no chão, Stukas ajudou a trazer a derrota rápida da França depois que os nazistas a invadiram nele em 1940.
As empresas Junkers construíram cerca de 6.000 Stukas (Hugo deve ter se rolado no tumulo).
O Ju88 se tornou um inferno para os inimigos dos nazistas.
A divisão de motores Junkers passou a desenvolver os motores turbo só para voar em combate durante a guerra. Estes foram os motores Jumo 004s, dois dos quais alimentavam o Caça Messerschmitt Me 262.
O primeiro destes aviões a jato voou em meados de 1942, quando as conquistas nazistas estavam no seu auge. Mas a produção do motor 004 sofreu atrasos graves. O motor teve que ser redesenhado para evitar o uso de metais cobalto, níquel e cromo, todos os quais era muito escasso.
O renovado 004, em seguida, mostrou uma forte tendência a pegar fogo ou falhar quando em uso. Cerca de 5.000 destes motores acabaram por ser construídos, mas eles chegaram muito tarde à guerra para afetar o resultado.
As forças soviéticas ocuparam as instalações em Dessau e Magdeburg, no final da guerra. Com isso, o nome do Junkers desapareceu da aviação. Mesmo assim, deixou um legado. Anselm Franz, designer do Jumo 004, o motor tinha sido determinado com um layout simples qual foi bem preparado para tanto pressão alta quanto para alta velocidade.
Precocemente em contrato a British e Motores a Jato dos EUA usaram os mais complexos arranjos mecânicos.
Mas depois da guerra, ambas as nações mudaram para o designer do Junkers. Desta forma, Franz conseguiu com que Hugo Junkers fosse reconhecido como um visionário que previu o futuro.


STUKA Ju-87


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

:Wumpscut:

Nada melhor para iniciar o Blog com algo que realmente me faz sentir bem, nesta minha existência temporal.
 
 
Questionado sobre a origem do som industrial do :Wumpscut:, Rudy Ratzinger respondeu que suas músicas vinham de um "reino da fantasia apocalíptico". Nada é certo, a não ser a morte. Não só a morte carnal, mas em especial a morte da cultura e da humanidade. Rudy considera-se uma pessoa positiva e feliz, e afirma que isso o induz a explorar o lado obscuro da vida para atingir um certo equilíbrio espiritual.
O projeto alemão :wumpscut: iniciou em 1991 quando o então DJ Rudy começou a produzir musica eletrônica com o limitado equipamento que possuía. Após o lançamento das fitas demo "Defcon" e "Small Chambermusicians", o selo VUZ interessou-se pelo seu trabalho e dois anos depois era lançado o primeiro álbum: "Music for a Slaughtering Tribe" (algo como "Musica para fazer uma carnificina tribal"). Nesta época, Rudy também atuava como colaborador no desenvolvimento do selo "ant-zen", hoje cultuado no segmento de rythmic noise . “Music for a Slaughtering Tribe” teve uma ótima percussão a pesar das críticas sobre forte influência do projeto Leaether Strip. Músicas obscuras e agressivas sobre medo, morte e guerra. Em pouco tempo “Soylent Green” tornou-se um hit absoluto e VUZ não conseguia mais comportar o crescimento  de :W:. Foi em  95 quando Rudy decidiu tomar as rédeas de seu projeto, criando seu próprio selo: “Beton Kopf Media”. Uma imagem perturbadora foi escolhida como símbolo: o rosto de Fritz Haarman. Este cruel assassino serial foi executado em praça pública em 1924, após ser julgado por 27 assassinatos. O que motivou a escolha deste símbolo? Segundo Rudy, foi o curioso estado mental de  Fritz :em oposição à sua extrema força e violência ele tinha a mentalidade de uma criança (“Eu te faço morto”, frase do assassino que mostra claramente seu estado, tornou-se parte do hit “Totmacher /Deadmaker” que :W: produziu em 99). Beton  Kopf Media foi então inaugurado com o MCD “Gomorra”, uma prévia para o clássico do eletro-industrial “Bunkertor 7 / Bunker Gate Seven”, o segundo álbum. É chegada a hora de fechar os olhos, de mergulhar no sono profundo e de pagar o preço. Você não pode mais ver Deus no céu,  ele foi   abandonado pela própria humanidade e morreu. Nós não temos mais nenhuma chance… Em inglês e alemão, Rudy canta o terror do fim da civilização. O selo “Mental Ulcer Forges” foi criado no ano seguinte para dar apoio a projetos ligados ao :W:. Neste selo nasceram Noisex, Remyl, B-Ton-K, Infact, Anaesth, e inclusive o álbum “Fatal Error” do Infact, que traz como bônus a remix de “Labyrinth” pelo projeto brasileiro Cyberthreat.
Em 1996 Rudy também produziu “The Mesner Tracks”, álbum contendo faixas antigas resgatadas de fitas e coletâneas. O terceiro álbum, intitulado “Embryodead”, surgiu em 1997. Este trabalho ganhou um tom conceitual, na forma de uma longa conversa com um feto no útero da mãe:  “você está condenado, não tente existir, você vai enlouquecer neste mundo cheio de ódio”. Letras como esta renderam para Rudy criticas de incentivo ao aborto.
Entretanto, “Embryodead” não é só desilusão e dor, o álbum também trás “Angel”, a primeira canção de amor de :W:, e a triste “Is it you”. O ano de 97 ainda reservou muitas surpresas para os fãs: toda a discografia foi digitalmente remasterizada e relançada na Alemanha e nos EUA, após Rudy assinar com o selo Metropolis. A arte do quarto álbum “Boeses Junges Fleisch Evil Young  flesh” de 99, que já não conta mais com a colaboração de Salt (ant-zen), apresenta uma extensa galeria de assassinos. Apenas corra, você esta sendo perseguido. Alguém, ou algo, deseja ferozmente a sua jovem carne. Nós não somos eternos….Após lançamento Rudy renova seu estúdio de produção  e começa a trabalhar no próximo álbum. Enquanto isso lança o duplo “BlutKind/BloodChild”, um tributo aos fãs com material inédito dos primórdios de :W:.
O lançamento do single “Deliverance”, na segunda metade de 2001 foi marcado pelo assassinato de Frank H. pelo jovem casal Daniel (25) e Manuela Ruda (22). O assassinato com requintes satânicos abalou não só a cidade de Witten, mas toda a Alemanha. Nas portas da casa e do carro do casal foi encontrada a inscrição “KADAVERVERWERTUNGS-ANSTALT BUNKERTOR 7”  (algo como “Instituto de Utilização de Cadáveres Bunkertor 7”). Isto foi suficiente para que a imprensa alemã apontasse a música obscura do :W: como uma responsável pelo crime. Rudy respondeu a todas as acusações lançando a polêmica faixa “Ruda” e uma irônica camiseta com uma lista de “o que matar”. Esta faixa foi incluída as pressas no single “Deliverance” .
Deliverance foi a introdução  para o álbum  “Wreath of Barbs” também de 2001.
Wreath of Barbs: “a injeção da religião induz ao coma e corpos em decomposição sonham com um dia melhor…” , este álbum da inicio para a presença dos vocais femininos de Aleta Welling. Rudy consegue produzir um álbum inovador sem abandonar o clássico som agressivo de :W:, presente em faixas como “Opening the Gates of Hell” e “Christifuck”.
E por ai vai….. “Bone Peeler”em 2004 e “Evoke” em 2005 receberam muitas criticas pelo fato do Rudy optar por um som um pouco mais calmo, apesar da belíssima  Hold e a obscura Evoke.
Lembrando da participação de Aleta Welling  em "breathe" , "hold" e "obsession" , claro.

Bom,  tem muito ainda a se dizer sobre os álbuns seguintes (Cannibal Anthem, Body Census, Goth Census, Schädling, Fuckit, Siamese), sem contar as compilações, promos, boxes, etc . em meio a esses lançamentos, mas fica pra próxima….


Curiosidades:


  • O logotipo: Wumpscut: carrega uma semelhança notável com o logo da corporação fictícia Weyland-Yutani "do filme Alien.
  •  Rudy incorporou amostras do filme Alien III em seu álbum Boeses Junges Fleisch, assim como o filme Alien IV em seu novo álbum Wreath of Barbs.
  • Apesar da popularidade do projeto no gênero electro-industrial: Wumpscut: é um projeto de estúdio de somente e nunca fez nenhuma turnê. Quando perguntado sobre a razão por trás desta decisão, Rudy comentou: “I cannot come up to my self-set level”.



DISCOGRAFIA:


  • Defcon – (CS, Album, Ltd. Edition) 1991 - Æ • (CS, Album, Ltd. Edition) 1992 - Æ
  • Small Chambermusicians – (CS, Album, Ltd. Edition) 1991 - Æ
  • Music for a Slaughtering Tribe – (CD, Album) 1993 - VUZ Records • (CD, Album) 1995 - Subtronic Records • (CD, Album) 1997 - Metropolis • (CD, Album, Ltd. Edition) 1998 - VUZ Records • (2xCD, Remastered) 2000 - Metropolis • (CD, Album, Remastered) 2005 - Metropolis, Beton Kopf Media
  • Dried Blood – (CD, EP) 1994 - Ant-Zen • (CD, EP, Remastered) 1997 - Nova Tekk, Ant-Zen
  • Smell the Disgusting Sweet Taste of Dried Blood – (7", Ltd. Edition) 1994 - Ant-Zen
  • Gomorra – (CD, EP) 1994 - Beton Kopf Media • (CD, EP) 1995 - Beton Kopf Media
  • Bunkertor 7 – (CD Album) 1995 - Beton Kopf Media • (CD + LP, Box, Ltd. Edition) 1995 - Ant-Zen • (CD Album, Remastered) 1997 - Beton Kopf Media
  • Fear in Motion – (CS, Ltd. Edition) 1995 - OBUH Records
  • Preferential Legacy – (LP) 1995 - Beton Kopf Media
  • The Mesner Tracks – (CD) 1995 - Beton Kopf Media • (CD, Remastered) 1997 - Metropolis • (CD, Remastered) 1998 - Nova Tekk • (CD Remastered) 2003 - Beton Kopf Media
  • The Oma Thule Single – (7", Ltd. Edition) 1995) - OBUH Records
  • Born Again – (CD, Compilation) 1997 - Beton Kopf Media, Nova Tekk • (CD) 1998 - Metropolis
  • Bunker Gate Seven – (CD, Remastered) 1997 - Metropolis
  • Deejaydead – (CD, Promo) 1997 - Beton Kopf Media
  • Dried Blood of Gomorrha - (CD) 1997 - Metropolis • (CD) 1998 - Nova Tekk • (CD) 2000 - Beton Kopf Media • (CD) 2003 - Beton Kopf Media • (CD) 2005 - Beton Kopf Media • (CD Remastered) 2007 - Beton Kopf Media
  • Embryodead – (CD Album) 1997 - Metropolis, Beton Kopf Media • (CD Album) 1999 - Nova Tekk, Beton Kopf Media
  • Embryodeadbox – (2xCD, Ltd Edition Box) 1997 - Beton Kopf Media
  • Music for a German Tribe – (CD Album, Ltd. Edition) 1997 - Beton Kopf Media
  • Music for a Slaughtering Tribe II – (2xCD) 1997 - Beton Kopf Media
  • Boeses Junges Fleisch – (CD Album) 1999 - Beton Kopf Media • (CD Album) 2002 - Beton Kopf Media • (CD Album) 2004 -Beton Kopf Media
  • Boeses Junges Fleisch/Totmacher – (2x12") 1999 - Beton Kopf Media
  • Deadmaker – (2xCD) 1999 - Metropolis
  • Eevil Young Flesh – (CD Album) 1999 - Metropolis, XIII BIX Records
  • Fleshbox – (CD, Ltd. Edition Box) 1999 - Beton Kopf Media
  • I Want You – (CD Maxi) 1999 - Metropolis
  • Ich Will Dich – (CD Maxi) 1999 - Beton Kopf Media
  • Totmacher – (2xCD) 1999 - Beton Kopf Media • (CD Maxi) 2000 - Beton Kopf Media
  • Bloodchild – (CD Album + Enhanced CD) 2000 - Metropolis
  • Blutkind – (CD Album + Enhanced CD) 2000 - Beton Kopf Media • (CD Album, Remastered) 2003 - Beton Kopf Media
  • Bunkertor 7 (Edition 2000) – (CD Album, Remastered, Reissue) 2000 - Beton Kopf Media
  • Excerpts from Bloodchild – (CD) 2000 - Metropolis
  • Music for a Slaughtering Tribe (Edition 2000) – (2xCD) 2000 - Beton Kopf Media
  • The Mesner Tracks (2000 Edition) - (CD, Remastered) 2000 - Beton Kopf Media
  • Deliverance – (CD Maxi) 2001 - Beton Kopf Media
  • DJ Dwarf One – (CD Maxi, Ltd. Edition) 2001 - Beton Kopf Media
  • Wreath of Barbs – (CD Album) 2001 - Metropolis, Beton Kopf Media • (LP Album) 2002 - Beton Kopf Media
  • Blutkind (Seamles Audio Edition) – (CD Album) 2002 - Beton Kopf Media
  • Bunkertor 7 (Back-Is-Front Edition) – (CD Album, Remastered) 2002 - Beton Kopf Media
  • DJ Dwarf Two – (CD Maxi, Ltd. Edition) 2002 - Beton Kopf Media
  • Embryodead (Seamless Audio Edition) – (CD Album) 2002 - Beton Kopf Media
  • Liquid Soylent – (2xCD) 2002 - Beton Kopf Media
  • Music for a Slaughtering Tribe II (Seamless Audio Edition) – (2xCD, Remastered) 2002 - Beton Kopf Media
  • Wreath of Barbs (Classic Remixes) – (CD Maxi) 2002 - Beton Kopf Media
  • Wreath of Barbs (Freestyle Remixes) – (CD Maxi) 2002 - Beton Kopf Media
  • Wreath of Barbs Bag – (LP + CD Maxi + Tote Bag) 2002 - Beton Kopf Media
  • DJ Dwarf Three – (CD Maxi, Ltd. Edition) 2003 - Beton Kopf Media
  • Preferential Tribe – (2xCD) 2003 - Metropolis, Beton Kopf Media
  • Bone Peeler – (2xCD Album, Ltd. Edition) 2004 - Beton Kopf Media • (2xLP Album, Ltd. Edition) 2004 - Beton Kopf Media
  • Bone Peeler (Limited 2nd Edition) – (2xCD Ltd. Edition) 2004 - Beton Kopf Media
  • Bone Peeler (US Hardbox Edition) – (CD Album) 2004 - Metropolis
  • Bone Peeler Box – (2xCD + 12", Ltd. Edition Box) 2004 - Beton Kopf Media
  • DJ Dwarf Four – (CD Maxi, Ltd. Edition) 2004 - Beton Kopf Media
  • Embryodead (Back-Is-Front Edition) – (CD Album) 2004 - Beton Kopf Media
  • Our Fatal Longing/Rise Again – (12") 2004 - Beton Kopf Media
  • Blondi – (CD Maxi) 2005 - Metropolis
  • Blutkind :Clicked: (New Revised Edition) – (CD) 2005 - Beton Kopf Media
  • DJ Dwarf Five – (CD Maxi, Ltd. Edition) 2005 - Beton Kopf Media
  • Embryodead (Remastered + Bonus) – (CD Album) 2005 - Beton Kopf Media
  • Evoke – (CD Album) 2005 - Metropolis, Beton Kopf Media • (2xCD Album, Ltd Edition) 2005 - Art Music Group
  • Evoke (Limited 1st Edition) – (2xCD Album, Ltd. Edition) 2005 - Beton Kopf Media
  • Evokebox – (2xLP Album, 12", CD Mini, Ltd Edition Box) 2005 - Beton Kopf Media
  • Preferential Tribe (Back-Is-Front Edition) – (2xCD) 2005 - Beton Kopf Media
  • Wreath of Barbs (Selected Remix Works) – (CD Maxi) 2005 - Beton Kopf Media
  • Boeses Junges Fleisch (7 Years Anniversary Edition) – (CD Album) 2006 - Beton Kopf Media
  • Bunkertor 7 (11 Years Anniversary Edition) – (CD) 2006 - Beton Kopf Media
  • Cannibal Anthem – (CD Album) 2006 - Metropolis, Beton Kopf Media, Art Music Group • (2xCD, Book) 2006 - Beton Kopf Media
  • Cannibal Anthem Box – (2xCD Album, Ltd. Edition Box) 2006 - Beton Kopf Media
  • DJ Dwarf Six – (CD Maxi, Ltd. Edition) 2006 - Beton Kopf Media
  • Jesus Antichristus – (CD Maxi) 2006 - Metropolis
  • Jesus Antichristus/Die Liebe – (CD Maxi) 2006 - Beton Kopf Media
  • Killer Archives – (CD) 2006 - Beton Kopf Media
  • Body Census – (CD Album) 2007 - Metropolis, Beton Kopf Media
  • Body Census (Back-Is-Front Edition) – (CD Album) 2007 - Beton Kopf Media
  • Body Census Box – (2xCD Album, Ltd. Edition Box) - Beton Kopf Media
  • Bone Peeler (3rd Anniversary Edition) – (CD) 2007 - Beton Kopf Media
  • Completer 1 – (3xCD, Ltd. Edition) 2007 - Beton Kopf Media
  • DJ Dwarf Seven – (CD Maxi) 2007 - Beton Kopf Media
  • Goth Census – (CD EP) 2007 - Metropolis
  • The Bunker Tribe Works – (2xCD Album, Ltd Edition) 2007 - Beton Kopf Media
  • The White Works – (2xCD) 2007 - Beton Kopf Media
  • DJ Dwarf Eight – (CD EP) 2008 - Beton Kopf Media
  • Dwarf Craving – (4xCD Album, Ltd. Edition) 2008 - Beton Kopf Media
  • Schädling – (CD Album) 2008 - Beton Kopf Media
  • Schädlingbox – (2xCD Album, Ltd. Edition) 2008 - Beton Kopf Media
  • Vinylschädling – (12" Album, Ltd Edition) 2008 - Beton Kopf Media
  • Fuckit – (CD Album 12" Album, Ltd Edition) 2009 - Beton Kopf Media
  • :Siamese: - (2xCD Album) 2010


 
IMAGENS DIVERSAS



























 Aleta Welling (backing vocals) - participação eventual

Rudy Ratzinger  (:W:)